Palavras 3928 – Não entendo o Nº de palavras. Querem ou não NOTÍCIA?
Sou o Ex Furriel Miliciano Mário Vitorino Gaspar, Autor do Livro “O Corredor da Morte” e vai haver uma Apresentação do mesmo na Junta de Freguesia de Alvalade, em Lisboa a 13 de Janeiro de 2016 pelas 15h00. Rua Conde Arnoso. A Apresentação do mesmo estará a cargo de Mário Beja Santos. Pergunto, se não estou a ser indiscreto. A CART 1659 de JAN67 a OUT68, Gadamael Porto, possuía tanto em Gadamael como no destacamento de Ganturé, abrigos; paliçadas; arame farpado e uma zona capinada que permitia uma visão ampliada sobre as tropas do PAIGC. Montámos no terreno minas, armadilhas, e até fornilhos desde a ex Guiné Francesa, e em toda a zona de intervenção – Mejo, Guileje, Sangonhá, Cacoca, Cameconde e Cacine. A grande asneira de Spínola: Gandembel. Fazíamos inúmeras Patrulhas em toda a zona circundante; Operações sem conta; fomos flagelados; montámos seguranças, emboscadas – principalmente no “Corredor da Morte”. A população civil, ia-se refugiando em Gadamael Porto principalmente, a oriunda da ex Guiné Francesa. Vieram mais Praças “U” e Caçadores Nativos, vindos de Sangonhá quando o Spínola mandou abandonar Sangonhá e Cacoca em JUN68. A população civil aumentou, existiu um acréscimo de 300 indivíduos que ficaram em Gadamael, tendo-se construído 44 moranças. As tabancas de Gadamael e Ganturé, cerca de 600 indivíduos: 200 de Ganturé e 400 de Gadamael Porto. Quem controlava os Informadores era o Régulo Abibo Injasso em Ganturé. Zangado eu montava MA e ele não sabia. Será por puro acaso que disse ir montar no cruzamento de Sangonhá-Ganturé- Gadamael minas e não o fiz, e nunca atacou o PAIGC desse local? Asneira da grossa, a de trazer as populações. E o PAIGC não veio nas populações também? Foram acauteladas as defesas dos aquartelamentos? Construíram-se valas. Mas isso são tácticas das Guerras Mundiais? Abrir um aquartelamento em Gandembel, em pleno Corredor da Morte ou Corredor de Guileje. Foram mais asneiras, a acrescentar ao historial Spínola. No abandono de Guileje, e o PAIGC, tentou tomar Gadamael Porto. Vejamos, o Camarada Coronel Coutinho Lima não tinha outra saída. Abandonámos Guileje. Anda por aí menino – talvez tenha passado a Comissão na Esplanada do Hotel Portugal ou no Zé da Amura (só conheci no final da Comissão) que diz que o Camarada não devia ter abandonado Guileje. Muito valentes. E o abandono de Madina? Culpados? E as histórias contadas com a Operação Mar Verde? O senhor libertado e que por artes mágicas surge em Gadamael a dizer: “Fugi, fugi… Quem se preocupou por exemplo em saber qual o número de mortos e os deficientes nos combatentes das Frentes de Libertação de Angola, Guiné e Moçambique? Só por curiosidade digo que só em Angola existem mais de 100 mil deficientes físicos (contando claro com aqueles vítimas das minas deixadas ao desbarato no terreno). Em relação à colocação de engenhos explosivos no terreno, e como bom entendido que me tornei, lá na guerra, nunca vi a sua importância, não sendo grande defensor de tal, visto sermos acompanhados em todas as operações por Praças “U” e Caçadores Nativos – e não eram todos de confiança – como cheguei a verificar ao fim de pouco tempo de comissão. Os engenhos explosivos colocados num dia, no mesmo dia o PAIGC conhecia a sua localização.
Ninguém estava minimamente preparado para aquela guerra – principalmente por ser uma guerra de guerrilha. Cheguei a dizer que encurtassem o tempo de Serviço na guerra, e que enviassem os Oficiais e Sargentos – já com experiência – para serem eles a administrar como instrutores e monitores, a instrução aos militares mobilizados nas três frentes. Interessa é que a História da Guerra Colonial seja contada. Andam por aí uns senhores muito espertos a deturpar tudo, e quando todos estivermos mortos, surge um cérebro a narrar a História Colonial à sua medida. Sobre as minhas dúvidas, e são muitas, enviem camaradas as vossas explicações. Agradeço!
Palavras 3928 – Não entendo o Nº de palavras. Querem ou não NOTÍCIA?
ResponderEliminarSou o Ex Furriel Miliciano Mário Vitorino Gaspar, Autor do Livro “O Corredor da Morte” e vai haver uma Apresentação do mesmo na Junta de Freguesia de Alvalade, em Lisboa a 13 de Janeiro de 2016 pelas 15h00. Rua Conde Arnoso. A Apresentação do mesmo estará a cargo de Mário Beja Santos.
Pergunto, se não estou a ser indiscreto. A CART 1659 de JAN67 a OUT68, Gadamael Porto, possuía tanto em Gadamael como no destacamento de Ganturé, abrigos; paliçadas; arame farpado e uma zona capinada que permitia uma visão ampliada sobre as tropas do PAIGC.
Montámos no terreno minas, armadilhas, e até fornilhos desde a ex Guiné Francesa, e em toda a zona de intervenção – Mejo, Guileje, Sangonhá, Cacoca, Cameconde e Cacine.
A grande asneira de Spínola: Gandembel. Fazíamos inúmeras Patrulhas em toda a zona circundante; Operações sem conta; fomos flagelados; montámos seguranças, emboscadas – principalmente no “Corredor da Morte”.
A população civil, ia-se refugiando em Gadamael Porto principalmente, a oriunda da ex Guiné Francesa. Vieram mais Praças “U” e Caçadores Nativos, vindos de Sangonhá quando o Spínola mandou abandonar Sangonhá e Cacoca em JUN68. A população civil aumentou, existiu um acréscimo de 300 indivíduos que ficaram em Gadamael, tendo-se construído 44 moranças.
As tabancas de Gadamael e Ganturé, cerca de 600 indivíduos: 200 de Ganturé e 400 de Gadamael Porto. Quem controlava os Informadores era o Régulo Abibo Injasso em Ganturé. Zangado eu montava MA e ele não sabia. Será por puro acaso que disse ir montar no cruzamento de Sangonhá-Ganturé- Gadamael minas e não o fiz, e nunca atacou o PAIGC desse local? Asneira da grossa, a de trazer as populações. E o PAIGC não veio nas populações também?
Foram acauteladas as defesas dos aquartelamentos? Construíram-se valas. Mas isso são tácticas das Guerras Mundiais? Abrir um aquartelamento em Gandembel, em pleno Corredor da Morte ou Corredor de Guileje. Foram mais asneiras, a acrescentar ao historial Spínola. No abandono de Guileje, e o PAIGC, tentou tomar Gadamael Porto. Vejamos, o Camarada Coronel Coutinho Lima não tinha outra saída. Abandonámos Guileje. Anda por aí menino – talvez tenha passado a Comissão na Esplanada do Hotel Portugal ou no Zé da Amura (só conheci no final da Comissão) que diz que o Camarada não devia ter abandonado Guileje. Muito valentes. E o abandono de Madina? Culpados? E as histórias contadas com a Operação Mar Verde? O senhor libertado e que por artes mágicas surge em Gadamael a dizer: “Fugi, fugi…
Quem se preocupou por exemplo em saber qual o número de mortos e os deficientes nos combatentes das Frentes de Libertação de Angola, Guiné e Moçambique?
Só por curiosidade digo que só em Angola existem mais de 100 mil deficientes físicos (contando claro com aqueles vítimas das minas deixadas ao desbarato no terreno).
Em relação à colocação de engenhos explosivos no terreno, e como bom entendido que me tornei, lá na guerra, nunca vi a sua importância, não sendo grande defensor de tal, visto sermos acompanhados em todas as operações por Praças “U” e Caçadores Nativos – e não eram todos de confiança – como cheguei a verificar ao fim de pouco tempo de comissão. Os engenhos explosivos colocados num dia, no mesmo dia o PAIGC conhecia a sua localização.
Ninguém estava minimamente preparado para aquela guerra – principalmente por ser uma guerra de guerrilha. Cheguei a dizer que encurtassem o tempo de Serviço na guerra, e que enviassem os Oficiais e Sargentos – já com experiência – para serem eles a administrar como instrutores e monitores, a instrução aos militares mobilizados nas três frentes.
Interessa é que a História da Guerra Colonial seja contada. Andam por aí uns senhores muito espertos a deturpar tudo, e quando todos estivermos mortos, surge um cérebro a narrar a História Colonial à sua medida.
Sobre as minhas dúvidas, e são muitas, enviem camaradas as vossas explicações. Agradeço!